O Ministério Público do Amazonas (MPAM) identificou a necessidade de melhorias na estrutura da 60ª Delegacia Interativa de Polícia de Maraã, no interior do estado, após uma fiscalização realizada no último sábado (18). A inspeção apontou problemas nas condições de custódia e poderá resultar na cobrança de reformas e na transferência de presos para reduzir a superlotação da unidade.
A vistoria foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Maraã, sob a coordenação do promotor Marcos Túlio Pereira Correia Júnior. Durante a inspeção, foram avaliadas as condições dos alojamentos, das celas, dos sistemas de segurança e da alimentação oferecida aos detentos.
A equipe do MPAM também verificou o estado de conservação dos espaços destinados aos presos e analisou os impactos do número de custodiados mantidos na delegacia. Outro ponto da fiscalização foi a apuração da possível existência de celulares e outros objetos proibidos no interior das celas.
Durante a visita, os detentos foram ouvidos pelo Ministério Público e relataram reclamações relacionadas à rotina e às condições da unidade policial.
Com base nas irregularidades identificadas, o MPAM informou que deverá adotar medidas para cobrar providências do poder público. Entre as ações em estudo estão a realização de obras para melhorar a estrutura da delegacia e a transferência de parte dos presos para outras unidades, com o objetivo de diminuir a superlotação.
Segundo o Ministério Público, as medidas buscam garantir melhores condições de segurança, higiene e funcionamento da unidade, beneficiando tanto as pessoas custodiadas quanto os policiais e demais servidores que atuam no local.
A fiscalização faz parte das inspeções periódicas promovidas pelo MPAM em delegacias e estabelecimentos prisionais do interior do Amazonas. O objetivo é acompanhar o cumprimento das normas de segurança, verificar as condições de custódia e assegurar a preservação dos direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade.
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Manaus (AM), 22 de Julho de 2026
Redação | Editoria de Cidades