O investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Luciano Carvalho de Senas, de 44 anos, morreu após ser baleado durante uma operação de combate ao tráfico de drogas em Manaus. O policial foi atingido durante um confronto no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste da capital, na sexta-feira (24). A ação terminou com prisões, apreensão de mais de uma tonelada de drogas e segue sendo investigada para esclarecer as circunstâncias do crime.
Luciano Carvalho integrava a Polícia Civil há 15 anos e atuava desde 2011 no Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), onde participou de diversas operações contra o tráfico de drogas. Colegas de corporação destacaram sua dedicação ao trabalho e lamentaram a morte do investigador.
O confronto ocorreu por volta das 10h, na rua Álvaro Maia, durante a abordagem de veículos suspeitos. Segundo a Polícia Civil, os ocupantes reagiram à ação policial e houve troca de tiros. Luciano foi atingido por disparos no pescoço e no braço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação dos veículos antes do início do tiroteio. O material está sendo analisado pelos investigadores para auxiliar na reconstituição da dinâmica da ocorrência.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou Mayara Silva da Silva e Rafael Pereira Freitas como suspeitos de participação no caso. Conforme a corporação, ambos estavam em uma picape abordada pelos policiais. Após abandonarem o veículo no bairro Alvorada 2, os agentes encontraram cinco tabletes de drogas em seu interior.
Mayara foi localizada e presa na noite de sexta-feira (24), em um condomínio situado no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.
Já Rafael Pereira Freitas passou a ser procurado e foi localizado na madrugada de sábado (25), em uma comunidade de Itacoatiara. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem das equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), houve troca de tiros e o suspeito morreu após ser baleado.
As investigações também resultaram na prisão em flagrante do cabo da Polícia Militar Bruno Everson Pinto dos Santos. De acordo com a PM, o militar foi autuado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A corporação instaurou uma Sindicância Administrativa Disciplinar para apurar a conduta do policial, mas ainda não informou qual seria sua eventual participação na morte do investigador.
Além das prisões, a operação terminou com a apreensão de mais de uma tonelada de drogas, armas, munições e veículos. Todos os automóveis envolvidos passaram por perícia, e o material recolhido será utilizado para esclarecer a sequência dos fatos.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento e que novas diligências serão realizadas para identificar todos os envolvidos e determinar as circunstâncias que levaram à morte do investigador Luciano Carvalho de Senas.